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Desfile agita o sete de setembro em Sãio Luís

07-09-2010 06:45

Desfile agita o sete de setembro em Sãio Luís
O desfile, que se iniciara com apresentação do Estado Maior, seguido de Marinha, e terminou com a esperada orquestra de metais da Banda do Bom Menino


RONALD ROBSON

 
 

O Dia da Independência (7) foi comemorado com desfile cívico-militar ao longo da Avenida Vitorino Freire. A partir das 9h, pelotões, grupos táticos e bandas civis e militares percorreram a via pública que, em suas laterais, estava repleta de pessoas que assistiam à parada, reunidas em número aproximado de 20.000.

O desfile, que se iniciara com apresentação do Estado Maior, seguido de Marinha, e que terminou com a esperada orquestra de metais da Banda do Bom Menino, também deu vez à lembrança de questões mais amplas ligadas ao bem público, tal como quando da passagem do grupo do Centro de Apoio Integrado à Violência contra os Idosos. Assistiam à parada autoridades como o prefeito de São Luís, João Castelo, e o comandante geral da Polícia Militar (PM) do Estado do Maranhão, Franklin Pacheco Silva.
 
Um dos desfiles que mais receberam aplausos do público foi o do Exército. O comandante do 24º Batalhão de Caçadores, tenente-coronel Carlos Henrique Guedes, diz que esse apreço do sãoluisense pelos símbolos da unidade nacional e de sua independência remontam à própria história do Maranhão. “O maranhense tem um sentimento cívico muito forte. O motivo disso é que o Maranhão tem uma tradição combatente: os maranhenses lutaram a Balaiada, a Guerra do Paraguai, a Guerra de Canudos”, lembrou o tenente-coronel Guedes. Ainda segundo ele, esse sentimento seria especialmente notável nas gerações mais jovens que hoje ingressam no serviço militar. “Nosso jovens chegam mais preparados. Conhecem melhor a história de nosso país”, comentou.


Chamou atenção, no desfile de veículos da PM do Maranhão, um fusca modelo 1974, pertencente ao primeiro contingente de veículos a fazer patrulhamento policial no estado. O automóvel, reformado segundo seu projeto inicial, apresentava perfeito funcionamento. Na resposta positiva do público ao desfile da polícia como um todo, viu o comandante geral da PM, coronel Franklin Pacheco Silva, o reconhecimento da importância da corporação para a sociedade civil local. “Este é um momento em que todos esses grupos podem mostrar o seu patrimônio, a sua história. E nós temos nos esforçado para fazer o melhor trabalho”, afirma o coronel. A título de ilustração pontual de tal trabalho, cita a escolha que foi feita por diminuir o número de policiais no desfile, deixando-os disponíveis para fazer o policiamento da área do evento.

A Banda do Bom Menino, a mais numerosa em termos de músicos a passar pela avenida, encerrou os desfiles a pé, dando vez aos motorizados e mesmo a cavalo. Maria Costa Nunes, 37 anos, que acompanhava sua filha a desfilar junto ao grupo do Bom Menino, diz ser este já o segundo ano em que se sente privilegiada entre o público do evento, dada a participação do ente querido. “É claro que nossa sociedade tem muita violência, miséria, maldade. Mas nesses momentos dá até pra sentir que a gente faz parte de alguma coisa, de um país mesmo. Por isso é que me orgulho de ver minha filha desfilando”, contou a dona de casa enquanto via a filha Catarina desfilar